segunda-feira, janeiro 01, 2007

Anjos rejeitados (miniconto)


Nasceu! Nasceu! Gritou o pai emocionado, quando a enfermeira apareceu com um bebê embrulhado no colo. Todos pararam de falar. O pai foi pegá-lo no colo e pareceu-lhe que a enfermeira resistia com um sorriso apagado de quem tinha algo mais a dizer. Ao vê-lo, o pai balbuciou alguma coisa como: é um anjo... A família sorriu e concordou, mas o pai não sorria, apenas repetia: é um anjo.

Nisso, apareceu o médico apressado para pegar o bebê e anunciou que a cirurgia de retirada das asas seria uma experiência nova, pois até agora ninguém nascera com aquela anomalia. O bebê defendeu suas asas e saiu voando, mas, antes, pediu desculpas por nascer num mundo que ainda rejeitava anjos.

Registro na FBN/EDA.
Conto publicado em livro escolar de português pela Editora Positivo.

Gnomo Azul: ah, bem que eu desconfiava que a coceira que sempre senti nas costas devia ser por causa das asas que me cortaram um dia...



Beijinhos.

2 comentários:

  1. At 6:29 PM, Novembro 25, 2006, Valter Figueira disse...
    Oi Madalena, essa foi talvez a melhor forma de entar em contato contigo. Acabo de lançar um livro novela "Eu Matei... Confissões de um presidiário. Gostaria de saber se pode lhe enviar para possíveis comentários.
    Um abraço
    Valter figueira
    figueiravalter@bol.com.br

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  2. At 6:35 PM, Novembro 23, 2006, joesio disse...
    Esse Gnomo Azul está equivocado. O anjo a quem o conto se refere sou eu. Posso provar isso, pois até hoje minhas asas estão no lugar.

    ResponderExcluir

Plante um moranguinho com seus comentários. A Magalena e sua turma responderão por aqui, ou, diretamente em seus blogs. Obrigada.

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