quarta-feira, abril 18, 2007

PIRAHY uma aventura no Tietê – resenha


Resenha do livro “Pirahy – uma aventura no Tietê”
Autor: Luiz Carlos da Silva / contato com o autor > @
Yendis Editora, 2006


Pirahy, um peixinho dourado com personalidade assim como o rio Tietê, nasce na barragem de Barra Bonita, onde é despejado junto com outros peixes de um tanque de criação nas águas do rio. Lá, é socorrido por Jonas, o peixe cascudo, que o protege e apresenta-lhe a região, ministrando-lhe verdadeiras aulas de como proteger-se dos seres humanos e sobre a preservação do mar de água doce, que é o Tietê.

O peixinho cresce aprendendo com o amigo Jonas sobre a história do Tietê desde sua nascente no sítio de Pedra Rajada, em Salesópolis, SP, a apenas 22 km do litoral, até sua foz no rio Paraná, onde se une às águas dos rios Paraguai e Uruguai. Devido à cadeia de montanhas da Serra do Mar, o Tietê é obrigado a fazer um longo percurso em sentido contrário ao litoral, justamente para encontrar outro caminho que o leve ao mar. Nessa viagem, o rio passa por várias cidades de São Paulo proporcionando-lhes belos recantos turísticos e progresso, representado pela hidrovia Tietê-Paraná, que interliga o comércio do Mercosul. Se não fosse pela poluição que sofre na cidade de São Paulo e toda a sujeira a que o rio é submetido até conseguir limpar-se ao chegar a sua foz, talvez o peixinho Pirahy tivesse ousado nadar em toda sua extensão...

Um dia, quando Pirahy já estava mais crescido, ele e Jonas atravessam a eclusa de Barra Bonita, passando à jusante da barragem, onde o peixinho é capturado por um anzol e teria morrido, se um guarda da polícia ambiental não o tivesse devolvido à água. Lá, ele conhece outros peixes de sua espécie e resolve partir com eles para conhecer a foz do Tietê. Jonas permanece em Barra Bonita.

Após muitas aventuras, Pirahy e seus companheiros passam pela cidade de Ibitinga e conhecem um minipantanal: o “Pantaninho”, onde ele encontra e se apaixona por Pingo de Ouro, uma linda douradinha. O casal de peixes segue em lua-de-mel até o rio São José dos Dourados, que serve de ligação entre o Tietê e o Paraná, onde as águas dos dois grandes rios se encontram, assim como o amor dos dourados. Eles pensam em ficar por lá, mas como são peixes, concluem que devem continuar nadando e cumprir o ciclo da piracema: tomar o rumo da nascente para desovar e talvez... Rever Jonas, o velho peixe cascudo num emocionante reencontro, que promete deixar o Reservatório de Barra Bonita mais dourado ainda com o sol em suas escamas.


Observações de Magalena: Luiz Carlos da Silva faz o leitor sentir-se um peixe na personagem de Pirahy, um dourado que se preocupa pelo seu meio ambiente, ao mesmo tempo em que viaja pelo rio Tietê num delicioso e cultural turismo pelas cidades que se desenvolvem as margens do mesmo. Rio este que é constantemente ameaçado pela poluição, mas que também é alvo do colossal trabalho que está sendo realizado numa tentativa para despoluí-lo. Quem sabe assim o Tietê continuará a ser poetado com emoção? Tal qual fizeram “os poetas do Tietê”, Mário de Andrade e Alcântara Machado, muito bem lembrados pelo autor.

Moscatela Roxa (a aprendiz de feiticeira): essa resenha foi publicada no portal do LEIA LIVRO, site do incentivo a leitura do Governo do Estado de São Paulo em abril e foi divulgada por nove rádios em todo o Brasil, neste último dia doze.


Bruxa Uva: sua aprendiz de bruxa fajuta!!!! Você deveria estar falando de mim, sua mestra, e reclamando com a Magalena por ela ainda não ter escrito um livro exclusivamente para mim. Eu também quero ser divulgada pelo LEIA LIVRO!


Fantasia: calma bruxinhas! Eu estou em todas as histórias e logo irei inspirar nossa querida Magalena, que sempre me ouve, na qualidade de sua Fantasia, para falar sobre bruxas!


Beijinhos aos leitores e ao autor, Luiz Carlos da Silva, pelo culturabelíssimo livro!

2 comentários:

  1. Que lindo madalena, não conhecia esta estória...
    Que bom que você nos trouxe.
    Amo ler, pena que não tenho muito tempo, mas quando criança e adolescente vivia com um livro.
    Como meu pai dizia essa menina não lê come livros. Rsrsrsrsrs.
    Um grande abraço.

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  2. Luiz Carlos da Silva7:02 PM, abril 20, 2007

    Madalena, mais uma vez você foi muito carinhosa comigo.
    Foi bom ver teu blogsite porque lá tem tua foto e assim quando pensar coisas
    boas para você, tua imagem vem na minha mente e os eflúvios serão mais
    intensos..
    Muitíssimo obrigado.
    Luiz Carlos

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