quarta-feira, julho 04, 2007

Pássaros da cidade - poesia



O pássaro lá fora, avisa:
a chuva sempre fina -
respinga em tua voz amiga
e as asas me desatina.

O pássaro em casa, responde:
a única chuva que me assola
é a lágrima da gaiola
que me prende ao céu do inverno.

Madalena Barranco
Registro na FBN/EDA



Fada Margarida: eu também sou guardiã dos pássaros e zelo pela sua liberdade além das gaiolas...



Platinho: ora, por isso a nossa Magalena cuidou para que a poesia voasse além dos versos e lhes abrisse as vogais em sua maioria. Melhor dizendo, os versinhos terminados em "a", abrem a gaiola das letras e são denominadas de vogais diurnas! Até que na palavra "inverno" a fala se fecha e a porta acena com o frio do inverno. Portanto, "o" é uma vogal fechada, ou seja, na poética é considerada "noturna".

Bruxauva: bah, deixem a gaiola fechada. Mas por favor, substituam os pássaros por sapos...


Beijinhos.

Um comentário:

  1. E justamente por eu prezar a liberdade é que nunca tive vontade de morar em apartamento. Sentir-me-ia como um pássaro na gaiola... E por falar em "liberdade", acho que a dei em demasia ao Lilás, pois ele nunca mais fez valer a máxima "o bom filho à casa torna"!...

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