sábado, outubro 06, 2007

Despedida de um mastim – poesia em homenagem ao Dia Mundial dos Animais em 04/10



DESPEDIDA DE UM MASTIM

Ele me olhou feito mastim
e se despediu de mim.

Dominado pela rigidez,
encolheu seus ossos magros
de quinze anos de cão
e seu último latido
desmaiou em meu jardim.

Prendi-lhe
uma rosa na lapela
e a coleira se soltou...

Madalena Barranco
Registro na Fundação Biblioteca Nacional / EDA
RESPEITE OS DIREITOS AUTORAIS

Magalena: escrevi essa poesia há muito tempo, em homenagem ao meu cãozinho amarelo, o vira-lata mais lindo que já vi... Ele revirava a lata dos corações que o amavam, com a alegria delineada em seus olhos castanhos, quando jogava um brinquedo para que fosse buscá-lo. “Leal”, assim se chamava, porque era mestiço de pastor alemão e bem grande. Sabia dar a patinha entre outras coisas, mas isso já é mérito de meu irmão que ensinou-lhe várias coisas. Depois veio a Diana, minha cadelinha gigante. Mas por hoje chega de emoção – um outro dia eu falo dela.

Bruxauva: a Magalena me abandonou neste blog morangolento! Bah!!! Agora ela se esqueceu das criaturas fantásticas para falar de cachorros! Ela deveria falar dos meus sapos de estimação...


Moscatela Roxa (a aprendiz de feiticeira): ah, mestra Bruxauva, a senhora está falando daqueles sapos que EU salvei da panela? E que a senhora ia devorá-los com um assado de batatas?

Bruxauva: é... Mais ou menos isso! Eles são diferentes e eu jamais os comeria... São tão inteligentes que eu os ensinei a dar-me a patinha e a caçar insetos para mim... Ah, e a Magalena, como sempre, se esqueceu de dizer algo > no dia quatro também se comemorou o dia de São Francisco.




Beijinhos

2 comentários:

  1. "Vira-latas" é uma expressão linda, que (sei lá porquê...) não usamos em Portugal...
    É pena que não se utilize também para falar de gatos. Esses são muito mais "vira-latas".

    O cão mais bonito que conheci era um pastor alemão (bem grande) que, quando estava preso, não deixava ninguém se aproximar mas, quando o largavam na rua, era muito manso e brincalhão.


    António Vitorino

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  2. Madalena,

    Não é segredo, entre os que me conhecem (de contato pessoal ou de leitura) que não me volto para o convívio inter-espécie (modo eufemístico para me referir aos animais de estimação), mas exalto os sentimentos. Você expressou de modo muito feliz sobre o seus cães, o velho cão de 15 anos e a jovem cadela que supriu sua ausência; o mesmo sentir com doçura se nota na fábula (fábula?) da secretária robótica (é isso mesmo?).

    Mas não só de sentimentos se faz um bom texto, não é mesmo? Enquanto demonstra amor aos cães e às pessoas, sejam elas secretárias ou escrivinhadores de versos e fábulas, você nos dá essa evidência de amor à Língua. No nosso caso, a Língua Portuguesa, de Brasil e Portugal e tanta África! Aos cidadãos dos outros mundos, é louvável também que amem suas Línguas nativas, pois a magia dos sons organizados e da escrita (esse desenho maluco que representa os sons falados) é uma dádiva de Deus ao Ser Humano (ao menos aos seres humanos que merecer ser escritos com maiúsculas).

    Um beijo

    Luiz de Aquino, seu fã.

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Plante um moranguinho com seus comentários. A Magalena e sua turma responderão por aqui, ou, diretamente em seus blogs. Obrigada.

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