quarta-feira, novembro 14, 2007

Pipoca salgadinha - poesia


PIPOCA SALGADINHA

Se eu fosse
presa
da panela,
salgadinha
de suor
e cheia de vontade
daria pulos
para sair
da esparrela.

Reuniria
a coragem da
minha umidade,
estouraria
na tampa do céu
e
libertaria
uma pipoca.

Registro na Fundação Biblioteca Nacional / EDA
Respeite os direitos autorais.

Salamandrita: ai, ui, ai, adoro gente que solta seu calor natural com a ajuda de meu elemento: o fogo!



Bruxauva: não é você que vive reclamando do calor dos seus sentimentos em combustão? Faça como eu: aproveite o frio primaveril recheado de tempestades para colecionar raios e devorar uma tigela cheia de pipocas desavisadas – hehehehe! Para viver bem, assim como uma pipoca boazinha (eca) não basta sair da panela e libertar o calor.

Beijinhos

7 comentários:

  1. Esse texto faz a gente até ouvir o "ploc-ploc-ploc" dessas delícias estourando... lembra a mãe da gente exercitando a "alquimia do milho" naquelas tardes de férias nos fins de ano, nubladas e felizes... pipoca é mais que um alimento, é poesia pulando, igual ao seu texto.

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  2. Por acaso pipocas é coisa que eu não aprecio muito. Gosto mais de favas torradas. Mas o seu poema é giro.
    E também adicionei o seu blog aos meus links. Beijinhos.

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  3. Hummmmmm, adoro pipoca salgadinha, estourando de quentinha...texto lindo, estourando emoções com suas criaturinhas mágicas...Grande beijo, lilian

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  4. Concordo com a Salamandrita.

    E sou louca por pipoca!!! Como quase todo dia! [risos]

    Beijos, flor.

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  5. Um blog incomum, de visual bonito e transpirando criatividade. Gostei de visitá-lo.
    Destaquei:
    "a metáfora é a hélice da imaginação
    Imagens são helicópteros que pensam na vertical,
    perfuram a atmosfera e viram nave espacial."
    Voltarei outras vezes para ler/ver mais.
    Tenha a melhor das semanas!

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  6. Luis, adorei a "alquimia do milho" - heheh - não há melhor poesia do que navegar pelo ploc ploc da pipoca... Quem não tem uma lembrança gostosa tendo as pipocas como coadjuvantes?

    Vieira, "favas torradas" - hum, devem ser uma delícia... Meus pais são espanhóis e são adeptos das castanhas assadas... Obrigada pela gentileza de adicionar meu bloguinho à sua lista!

    Lilian poetisa, "estourar emoções" é uma linda metáfora!!!

    Paula, heheh - a Salamandrita é fogo e também não perdoa uma pipoca.

    Olá Oliver, muito prazer! Seja bem-vindo ao Letras de Morango!!! Seu comentário é um incentivo feliz para mim e às criaturas fantásticas que o habitam.

    Beijos a todos e muito obrigada!

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  7. Por favor!
    Ajuda a que se faça Justiça a Flávia. Se és um ser com sentimentos, ajuda!
    Eu jamais invadirei teu blogue, garanto! Mas ajuda.
    Repara bem: eu, tu, seja quem for, tem nosso pai, nossa mãe, nosso irmão ou irmã, ao longo de 10 anos em coma, que vida será a nossa?
    Se não tivermos a solidariedade de alguém com sentimentos, que será de nós?

    TEMPO SEM VENTO

    Ah, maldito! Tempo,
    Que me vais matando,
    Com o tempo.
    A mim, que não me vendi.
    Se fosses como o vento,
    Que vai passando,
    Mas vendo,
    Mostrava-te o que já vi.

    Mas tu não queres ver,
    Eu sei!
    Contudo, vais ferindo
    E remoendo,
    Como quem sabe morder,
    Mas ainda não acabei
    Nem de ti estou fugindo,
    Atrás dos que vão correndo.

    Se é isso que tu queres,
    Ir matando,
    Escondendo e abafando,
    Não fazendo como o vento:
    Poder fazer e não veres
    Aqueles que vais levando,
    Mas a mim? Nem com o tempo!

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Plante um moranguinho com seus comentários. A Magalena e sua turma responderão por aqui, ou, diretamente em seus blogs. Obrigada.

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