sábado, abril 05, 2008

Anfíbia & novidades da moranguinha


ANFÍBIA

Algemada
pela lua cheia
sereia

sobre a maré.

Presa
em fortes
braços de mar
levo teu barco
à deriva.

Aí... Canto
em feitiço
de amor
e pago
tributo
ao meu...
Senhor Oceano.

Madalena Barranco
Da série: Amor & Fantasia
Registro na Fundação Biblioteca Nacional – EDA

Sereia Algalinda: ah, meu Oceano é um grande homem! Ele domina a Terra com seu humor líquido e sensibilidade. Seus sentimentos salinos são profundos e quando vêm à superfície desdobram-se em ondas de amor espumante... Por isso sou sua amada Algalinda...


Salamandrita: ora, um pouquinho de fogo é mais poderoso do que alguns litros de água. Pois, seu “amor” Oceano gosta muito mais de mim do que de você, sua manjuba escamosa! Você sabia que “ele” se evapora em minha presença?


Bruxauva: essas duas brigam pelo charmoso Oceano e nem desconfiam que ele é um de meus principais admiradores. Desde que ele me conheceu há quase mil anos, quando eu perseguia um sapo, já extinto nos dias de hoje, que vivia nos arredores da praia, o Oceano brigou com Netuno por minha causa. Quando ele está com saudade de mim o Oceano fica verde, em homenagem aos meus cabelos...


---> NOVIDADES DA MORANGUINHA

Magalena: O Dia da Mentira passou e quase nada se disse sobre este lúdico momento na vida de todos. 1º de abril (postagem anterior) para mim tem um encanto especial, principalmente em meu tempo de criança (que ainda não passou – heheheh) e eu adorava “pregar peças” em meu irmão e nos colegas da escola. Até hoje faço isso, nem que seja por uma vez! Descontração, para mim, é a melhor forma de conviver com o stress que toma conta do paulistano em minha amada & congestionada São Paulo.

Por falar nisso, eu gostaria de deixar aqui
minha bronca como Magalena para os motoristas que se esqueceram que também são pedestres quando saem dos seus carros e põem os pés nas calçadas. Às vezes, eu estou há vários minutos esperando para atravessar em uma faixa de pedestres e os desvairados ao volante fingem que não me vêem e até se sentem “desrespeitados” quando ameaço atravessar a rua em meu direito garantido pela legislação... Apenas não o faço porque sei que eles passarão por cima. Isso sem falar na falta de respeito com as pessoas que não têm outro lugar para caminhar a não ser as calçadas esburacadas, e os motoristas ainda por cima estacionam seu carros sobre elas; o outro dia eu “ousei” reclamar e a motorista ao volante sentiu-se ofendida e me disse que não me xingava por respeito à senhora de cabelos brancos que estava ao meu lado...

Bruxauva: mas isso não são novidades da moranguinha, e sim: broncas da moranguinha – hehehe! Ah, esses aí, perderão a carteira de motorista por conta das multas. Afinal, a bruxa sempre está escondida no lugar em que eles sequer imaginam – sou surpreendente – heheeh!


Beijinhos

18 comentários:

  1. Belo poema. Pura suavidade.
    Civismo e civilidade.
    Parabéns, como sempre.
    Abraços
    Luiz Ramos

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  2. Gostei demais Madá! Na verdade, nunca sei o que gosto mais se as conversas entre tuas criaturinhas, ou os poemas! Bom esse em especial amei de paixão!
    beijos

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  3. A sereia-poema, nos versos e na própria forma, está especialmente sedutora. E os comentários dos seres, continua imbatível. Sem contar o delicioso sonho de liberdade do gnomo verde, que muito me lembrou dos bons tempos com a minha bicicleta! Ótimo final de semana!

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  4. Delícia de peominha rubro, misterioso e sonhador!
    A Salamandrita é encantadora!

    Magalinda, te mandei e-mail, assunto importante!
    Abra yahoo.com.br

    ultra beijos

    Lu Cavichioli

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  5. Mais uma vez lindo Madá!

    A Salamandrita é muito sexy. A Bruxauva deve estar com inveja.

    Beijo e tenha uma ótima semana.

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  6. Querida amiga,

    Adoro seus personagens, super engraçados e divertidos, e a poesia do post de hoje, maravilhosa.
    bjs

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  7. Heheh! Que bom que alguns gostaram da sereia e outros da Salamandrita - assim elas não brigam tanto! Obrigada pelos comentários maravilhosos.
    Beijos a todos.

    P.S.: Lu, querida amiga, não recebi seu e-mail... Reenvie-me por favor. Beijos e obrigada.

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  8. Oi, Madalena!

    Lindas palavras!Bela poesia!

    Beijos para Sereia Algalinda, Salamandrita e Bruxauva. Gosto de todas. Feliz Oceano... com tantas admiradoras.

    Abraço
    Ilaine

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  9. Um poema lindo, doce e com uma elegante inguagem...


    Doce beijo

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  10. Obrigado pela visita, conte comigo entre seus leitores e admiradores. Bjs

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  11. Madalena, bom dia! Vim conhecer seu blog - que vi no sistema blogblogs - e me deparo com esse 'Anfíbia', que une beleza e simplicidade, resultando em um poema maravilhoso. Voltarei mais vezes para te ler. Grande abraço!

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  12. Muito giro, o poema!
    Gostei.
    Beijinhos

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  13. Olá passando para uma visita e ver as novidades.
    Como sempre tudo maravilhoso.
    Beijo na sua alma.

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  14. Minha linda Maga,

    Tu és incrível, não me canso de dizer. Este cantinho é muito especial. Sinto-me muito bem aqui.

    1 Bj*
    Luísa

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  15. Madalena!

    Olhe, eu recebi este selo de reconhecimento para o meu blog. passo-o agora para você. É só copiar o link e passar para cinco amigos seus.

    http://bp1.blogger.com/_eVvpxat0OXo/R_bSz6c6RpI/AAAA

    bj

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  16. Primeiro, gostei muito do poema. Por certo agradará aqueles entre os oito e os oitenta. Estou mais perto dos oito, bem entendido?
    Na "rezinga" entre a Salamandrita e a Sereia Algalinda, acho que a primeira tem razão.
    Bem que a Bruxauva podia transformar os automóveis desses irresponsáveis do trânsito em Ladas, aquele antigo carro soviético que se comercializava no Brasil.
    É sempre bom brincar de esconde-esconde entre estas letras de morangos tão divertidas.
    Um beijo!

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  17. Muito legal o poema. Recomendo para adolescente e marmanjos. Essa Bruxinha bem que podia acabar com a dengue no RJ, desencantar o Aedes aegypti, e de quebra, expurgar todos os governantes que estão lidando incompetentemente com essa situação.

    Um bom abraço, bjs.
    Boa semana,
    http://rodriguesbomfim.zip.net

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  18. Madalena, que lindinho seu blog!! Adorei estar por aqui. E voltarei sempre, viu?

    Olha, quero te agradecer pelo comentário que deixou no Jornal O Rebate, do Selmo. Fiquei encantada pela forma como retratou cada um dos poetas da edição 52 do Momento Lítero Cultural - delicada e precisa.

    Um beijo carinhoso,

    Márcia

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